O Parque Nacional da Serra do Cipó (MG) e populações locais: desvelando conflitos e histórias marginalizadas

Resumo

A expulsão de pessoas que vivem em áreas que passam a ser reconhecidas como Parques suscita questões relativas ao papel da ciência e do Estado em termos de regulação dos usos e apropriações do território e, sobretudo, relativas ao respeito à diversidade de modos de relacionamento entre homem e natureza. Pretende-se, a partir do levantamento da história das pessoas que viviam e vivem no Parque Nacional da Serra do Cipó, compreender como foi a implantação do parque do ponto de vista dessas pessoas e quais foram suas implicações em termos de relação com a natureza, sociabilidade e dinâmicas identitárias. A metodologia empregada consiste em pesquisa etnográfica, coleta de história oral e depoimentos dos diversos atores relacionados ao Parque, bem como pesquisa e análise documental e bibliografia sobre a história da região. Pretende-se, a partir de pesquisa etnográfica, resgatar os usos e apropriações antigos e atuais dos moradores em relação à área que passou a ser definida como Parque, incluindo suas dimensões simbólicas, econômicas e sociais.